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Eloá Cristina Pimentel tinha 15 anos quando foi feita refém pelo
ex-namorado, Lindemberg Fernandes Alves, juntamente com sua melhor amiga,
Nayara Rodrigues da Silva, e dois rapazes.Às 13h30 do dia 13 de outubro de 2008, os jovens estudavam no
apartamento de Eloá, em um conjunto habitacional de Santo André, ABC paulista,
quando Lindemberg, à época com 22 anos, invadiu o local. Às 20h, o pai de
um dos meninos bateu à porta do apartamento e ouviu Nayara pedir para que ele
se afastasse.
Mais de 100 horas de sequestro com um desfecho trágico
Os dois garotos foram liberados naquela mesma noite, mas as meninas
permaneceram reféns de Lindemberg. No final da noite do segundo dia de cárcere
privado, Nayara foi libertada pelo sequestrador. Porém, a jovem voltou ao local
no dia 15 para negociar com Lindemberg a libertação da amiga e foi feita refém
novamente.
Às 18h08 do dia 17 de outubro, policiais do Grupo de Ações Táticas
Especiais (Gate) invadiram o apartamento e, em meio à troca de tiros, Eloá e
Nayara foram atingidas. Eloá foi baleada na virilha e na cabeça. A jovem não
resistiu ao ferimentos e faleceu no final da noite do dia seguinte. Nayara
recebeu um disparo no rosto, mas sobreviveu. Sem ferimentos, Lindemberg
foi detido e levado para o 6º Distrito Policial.
A condenação
Relatado pela imprensa como o mais longo período de cárcere privado na
literatura policial no Brasil, com mais de 100 horas de duração, o caso teve
seu desfecho pouco mais de três anos depois. Em fevereiro de 2012,
Lindemberg Alves foi levado a júri popular e condenado a 30 anos de prisão por
homicídio doloso qualificado por motivo torpe contra Eloá, a 20 anos por
tentativa de homicídio contra Nayara, a 10 anos por tentativa de homicídio
contra o sargento Atos Valeriano, a 4 anos e 2 meses para cada um dos cárceres privados
e a 4 anos e 3 meses para cada um dos quatro disparos.
O total de 98 anos de condenação em primeira instância,
com pagamento de 1.320 dias-multa, no valor mínimo legal, foi reduzido em
junho de 2013 pelo Tribunal de Justiça de São Paulo para 39 anos e 3 meses de
reclusão, com início em regime fechado, e ao pagamento de 16 dias-multa.
No entanto a
sentença de Lindemberg foi reduzida pelo TJSP na sessão realizada no dia 04 de
junho do ano de 2013, a 16ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça
de São Paulo deu parcial provimento a recurso interposto pela defesa de
Lindemberg Alves Fernandes e reduziu a pena do réu para 39 anos e 3 meses de
reclusão com início em regime fechado e ao pagamento de 16 dias-multa, no piso
legal e manteve no mais a sentença de 1ª instância.
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